A simplicidade das coisas
Quando começamos a nossa vida escolar, normalmente tudo está muito próximo daquilo que já conhecemos. Inclusive, valorizar o que já sabemos para aprender coisas novas é parte da pedagogia de um dos maiores estudiosos do binômio ensino-aprendizagem – o mestre Paulo Freire tão justamente referendado mundo a fora.
A proximidade que nos referimos anteriormente é aquela que se usa para sistematizar os conceitos já impregnados em nós mesmo. É assim que, o aprendiz associa a palavra “casa” ao conceito associado a ela – o objeto casa ou a abstração lar. Assim, poderemos associar casa e beleza; a casa e a posse dela; casa e a quantidade delas, por exemplo, existente em uma rua – rua também é outro conceito familiar. O que se apreende destas arrumações são as sistematizações, nascem as formalidades. É mais bonito dizer “casa bonita” do que “bonito casa”.
Das quantidades nascem um princípio elementar para a construção de uma das mais belas sistematizações da humanidade a Matemática. Nasce da forma mais bela e simples colocar, agregar, retirar, diminuir, retirar tudo, … tudo simples. Mas, assim como a capacidade de abstrair coisas e situações vai aumentando naquele que se dedica à sistematização das coisas, vão aumentado também o distanciamento da realidade simples e localmente observada no dia a dia.
A curiosidade dá asas à investigação! É esta curiosidade que nos faz perguntar: E se não fosse assim…? O que aconteceria se…? É possível que…? Poderíamos dizer então que…? Então poderíamos ter situações em que…? Então eu poderia classificar este grupo em…?
Nem sempre encontraremos todas as respostas, mas o conhecimento gerado ao longo da incansável procura é incomensurável.